sexta-feira, 11 de maio de 2007

3ª força política na Madeira



!Terceira força política na Madeira: CDU consolida resultado eleitoral
A CDU tornou-se, este domingo, com 5,44 por cento dos votos, o terceiro Partido mais votado na Madeira. Para o PCP, a eleição de dois deputados constitui um «importante» e «significativo» resultado eleitoral.

Nestas eleições, a CDU registou um crescimento do seu número de votos, obtém a sua maior votação de sempre (7659) e afirma-se, ultrapassando o CDS-PP, como a terceira força política eleitoral na Região da Madeira."

Pese embora as declarações imbuídas de ingénuas boas intenções do novo porta-voz do CDS, Luis Queiró, o resultado do CDS na Madeira, a razão de tão recente crise do Partido, não foi absolutamente brilhante, não se pode dizer que tenha sido o gritante sucesso que todos gostaríamos que fosse.

João Mota Campos

sábado, 5 de maio de 2007

Onde está o Wally? - versão CDS-PP


Quem da minha geração não se lembra de, na sua infância, procurar o Wally? Muito tempo passámos à procura deste personagem, sempre com a sua mochila típica e camisola e gorro vermelho e branco.
Quem me haveria de dizer que, passados estes anos, repetiria este exercício no meu próprio partido... Duas semanas depois de ter sido eleito Presidente do CDS e numa altura onde se exige que o partido tome posição sobre diversos temas da actualidade política é caso para perguntar: Onde está o Dr. Paulo Portas?
Ana Soares

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Câmara de Lisboa... CDS não toma decisão

Visto na TSF - hoje:
"CÂMARA LISBOA
CDS-PP recusa tomar decisão
O CDS-PP recusa-se a tomar qualquer decisão sobre a crise na Câmara de Lisboa, até que haja uma clarificação da situação por parte dos outros partidos. Entretanto, os vereadores do PSD preparam-se para anunciar a renúncia conjunta aos seus mandatos na autarquia.
O líder da distrital de Lisboa do CDS-PP (quem??!) disse, esta sexta-feira, que o partido ainda não tomou qualquer decisão sobre a situação no executivo lisboeta, remetendo uma posição para quando houver uma clarificação por parte dos outros partidos.
Em declarações ao Fórum TSF, António Carlos Monteiro (ah!) afirmou que «a posição do partido será tomada depois de considerarmos que a situação politica no município de Lisboa é clara e neste momento não o é».
O presidente da distrital de Lisboa do CDS-PP lembrou que «o presidente do PSD anunciou há dois dias uma posição», que entretanto «foi contestada», para além de estar prevista uma conferência de imprensa para as 12:00 desta sexta-feira por parte do vereadores do PSD, que ainda não aconteceu.
«Temos sido cautelosos nesta matéria porque os interesses da cidade não são resolvidos com estas declarações politicas, mas sim com decisões concretas», sublinhou António Carlos Monteiro, lembrando que para o CDS-PP «havendo eleições para a Câmara tem de haver eleições para a Assembleia Municipal».
Entretanto, seis dos oito representantes social-democratas na câmara de Lisboa preparam-se para anunciar que abandonam os cargos na autarquia, com o objectivo de facilitar a realização de eleições intercalares."
Não há nada como clareza e capacidade de decisão!
João Mota Campos

Onde pára Paulo Portas?

Paulo Portas foi eleito Presidente do CDS dia 21 de Abril, já lá vão quase quinze dias.
Nesses quinze dias teve ocasião para fazer um debate mensal com o Primeiro Ministro em que apresentou uma grande ideia para a salvação da Pátria: tornar semanais os debates mensais.
Assim, sim, é oposição como deve de ser, objectiva, pragmática, a abrir ao centro e moderna, arejada, com propostas positivas para o País. Muito importante, os debates serem semanais e outras coisas tais.

Entretanto tem omitido, cuidadosamente explicar ao Partido que ideias – para além de debates semanais – tem para o PAÍS. E, para o partido...

Continuamos, também, sem saber que equipa vai escolher, 15 dias depois de ser eleito, para governar o Partido. É claro que temos uma ideia: Presidente Paulo Portas, Secretário Geral? PP!, Vice Presidente? PP, etc. O resto da rapaziada só lá está para decorar a mesa a que ele «lhes» preside.

No entretanto, o Partido está mudo e quedo.
Até aqui uns meninos muito educados proclamavam aos quatro ventos que o Presidente estava em Bruxelas. E agora, está onde?

Na Madeira, não se vê Paulo Portas. Se lá foi, foi discreto, muito contra os seus hábitos. José Manuel Rodrigues não o quer lá, ou quê?

Em Lisboa... bem, em Lisboa, tirando o nosso Vereador Miguel Anacoreta Correia, o Partido não se ouve. Por favor, uma ideia sobre o que se passa! Uma proposta de solução, uma opinião sobre a situação da Câmara, uma luz sobre o nosso candidato às intercalares!

Onde pára Paulo Portas, em Marraquexe, ou na Nova Zelândia?

E já agora:
A OTA?
A extinção de Tribunais?
O Plano de Desenvolvimento Rural?
Posições do CDS sobre o que quer que seja? Isto sim, é que é oposição!
Abracinhos a todos,
João Mota Campos

sábado, 28 de abril de 2007

Sou da tal geração

Caros Amigos,

Aqui vos deixo o meu último artigo publicado no Diário de Trás-os-Montes

http://www.diariodetrasosmontes.com/index.php3


Sou da tal geração


Eu sou da tal geração. Da geração que agora é por todos falada, a “geração nascida em liberdade”. Nasci onze anos depois do 25 de Abril de 1974, o que me faz olhar para valores como a liberdade de expressão, de reunião, de imprensa e muitos mais como um dado adquirido, tendo a noção que são os Direitos que Portugal tomou como seus com a conquista do regime democrático, mas que muito há ainda por fazer para que os vivamos dia-a-dia. Por outro lado, a distância temporal que me separa da Revolução dos Cravos, permite que me veja livre dos tabus – e não são eles tão poucos – que ainda subsistem em Portugal.

Depois de uma tão falada geração rasca, veio uma geração que ainda não se sabe muito bem como apelidar. Somos uma geração que constantemente ouve apelos ao seu espírito irreverente e inconformista, mas que a sociedade olha de lado quando, como qualquer jovem que se preze, deitamos abaixo barreiras e pretendemos ir mais além.

Dos discursos da sessão comemorativa do 25 de Abril na Assembleia da República, tiveram especial destaque o do Presidente Cavaco Silva e do Deputado do PSD Paulo Castro Rangel. Relativamente a este último, muita tinta tem corrido. Eu limito-me a aplaudi-lo. 33 anos depois, já é hora que se concretize os ideais do 25 de Abril e que não nos limitemos a comemorar este dia, ano após ano, como mais um feriado, como uma comemoração do políticamente correcto. Aliás, haverá melhor homenagem ao Dia da Liberdade do que colocá-la em práctica? Penso que não... A não ser que se tema o resultado de discursos que vão para além da “pancadinha nas costas”, das meras palavras de circunstância.

Tendo eu estudado num Colégio Privado e frequentando agora uma Universidade Pública, não consigo compreender a volta que se tenta dar à História. Dois exemplos prácticos. Durante a escolaridade obrigatória, quantas referências que correspondam à realidade da descolonicação portuguesa são referidos? Porque é que o 25 de Novembro de 1975 não é referido? Haverá dúvidas que se a democracia portuguesa teve o seu início aquando do 25 de Abril de 1974, com a queda do regime ditatorial, mas que esta apenas se afirmou no 25 de Novembro de 1975, com a vitória dos valores realmente democráticos? Se é verdade que o 25 de Novembro não seria possível sem o 25 de Abril, não é menos verdade que o 25 de Abril de 74 sem o 25 de Novembro de 75 não seria relacionado com liberdade, já que foi este último que impediu que Portugal fosse, mais uma vez, conduzido para caminhos autoritários.

Um outro assunto que causa ainda (muito) mal-estar na nossa sociedade é a exigência de uma revisão constitucional que ponha finalmente de parte a vertente ideológica que a nossa Constituição ainda tem. Numa sociedade onde se concretizem os valores democráticos, não há imposição de modelos, sejam eles quais forem. Não sou socialista e não percebo porque é que a Constituição do meu País, no seu preâmbulo, apresenta como objectivo do povo português “Abrir caminho para uma sociedade socialista”. Afinal, se é a liberdade que se pretende, porque é que se colocam directrizes que bem se sabe que não são unanimes?

Orgulhosamente natural do Interior português, sinto-me a caminhar a passos firmes para uma nova ditadura: a ditadura dos números. Eu ainda sou do tempo em que a grande maioria das aldeias do meu distrito tinha a sua escola primária – as tais, do tempo “da outra Senhora” e que não fica nada bem elogiar. Mas não fiquemos pelas Escolas, lembremo-nos dos serviços de saúde, das vias de comunicação, dos acessos,... Um país Europeu, livre e democrático, não deveria ter como uma das principais prioridades o desenvolvimento integral do seu território e a aproximação dos serviços ás populações? Não é isto também liberdade, igualdade e segurança?

Nascer em liberdade não é sinónimo de não lhe reconhecer valor, bem pelo contrário. Agora que até os discursos do 25 de Abril já não são o que eram, chegou o tempo de colocar as belas frases sobre democracia e liberdade em prática. Sem medos, nem tabus.
Ana Soares

domingo, 22 de abril de 2007

Eu continuo a acreditar!

Continuo a acreditar!

Ao contrário do que eu desejava, o Dr. Paulo Portas foi eleito presidente do CDS-PP, quem felicito pela eleição e desejo bom trabalho pelo nosso CDS. Desde já, assumo aqui um compromisso: continuarei a dar a cara pelo partido em que acredito e internamente o CDS poderá continuar a contar comigo, concordando, discordando, apresentando novas ideias. O que jamais farei é prejudicar o partido, por isso mesmo não seguirei, como sei que não seguirão os apoiantes de Ribeiro e Castro, uma linha sequer parecida com a oposição que os derrotados nos últimos dois congressos seguiram. Porque não somos assim, porque estamos cá pelo CDS!

Continuo a acreditar! A Acreditar no partido que sempre foi o meu desde que me filiei na JP aos 14 anos, a acreditar que o CDS é um partido de futuro, a acreditar que o melhor rumo para o partido não é o escolhido, mas que com ele seguirei.

Nunca fui uma seguidista. Não o serei agora. Olho o futuro do CDS e vejo que está definitivamente aberta a janela que permite a todos opinar, tenham uma opinião semelhante, ou não, de quem agora assume o poder. Cá estarei para aplaudir quando assim for merecido, mas também para criticar construtivamente e propor quando outro caminho se mostrar mais proveitoso. É por aqui que devemos seguir. Pela diferença. Porque o que era mau para nós ontem, não é bom para outros hoje, não é bom para o CDS de amanhã.

Um palavra de agradecimento para todos os membros da CPN com quem trabalhei. E não, não é uma despedida nem uma saudação nostálgica! Tal não faria sentido, pois sei que continuaremos com o CDS, com as nossas opiniões, com a vontade de fazer o nosso partido evoluir.

Foi um privilégio fazer parte de uma Comissão Política Nacional presidida pelo Dr. Ribeiro e Castro, com quem muito aprendi e que cada vez mais admiro. Mas mais do que isso, é uma verdadeira alegria, uma fonte de ânimo e incentivo saber que o CDS conta com ele, não para fazer travessias no deserto ou cruzeiros em mar alto, mas para continuar a trabalhar pelo CDS!

Ana Soares

sexta-feira, 20 de abril de 2007

É já amanhã!

É já amanhã!

Amanhã o nosso CDS continuará o seu caminho rumo a 2009, rumo a um partido forte, coeso e unido, ao reeleger o Dr. Ribeiro e Castro!

Vamos em frente! Eu acredito!

Ana Soares

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Há mentiras, grandes mentiras e sondagens

Paulo Portas diz que encomendou (?) uma sondagem que lhe dá a vitória em todas as frentes.
Ribeiro e Castro não tem dinheiro para encomendar sondagens, e por isso confia nas sondagens dos meios de comunicação social «normais».
Há algumas:

Sondagem Rádio Renascença:

Ribeiro e Castro: 68%
Paulo Portas:32%

Sondadem Visão:

Ribeiro e Castro: 37,4%
Paulo Portas: 21,6%
Outros: 41,1%

Oi?!
Quando forem votar, esqueçam as sondagens e pensem no que é melhor para o CDS. Eu já pensei: José Ribeiro e Castro.
João Mota Campos

12 notas de SEGURANÇA

A Confirmação que “O Barco que não vai naufragar”!

A noite de ontem foi um dos momentos mais esclarecedores que militantes do CDS/PP e o País puderam assistir.
A diferença entre quem sabe como conduzir o “barco” e quem, sem orientação se
perde pelo “Deserto” de ideias e de projectos.

Num frente a frente, clarificou-se o Rumo que o CDS tem de seguir, para se afirmar como Partido.
Para ganhar consistência politica, para ser alternativa credível em 2009.

No “argumentário” de Paulo Portas identificam-se, pelo menos, 12 notas de segurança, que confirmam que com RIBEIRO E CASTRO, o CDS não vai naufragar.
Para pena de alguns, os poucos, que desferiram (relembrando tempos de “piratas” dos sete mares), rombos sucessivos, mas infrutíferos, no nosso “Barco”.

As 12 notas, pela voz de Paulo Portas, que nos fazem ACREDITAR, que o CDS com RIBEIRO E CASTRO tem consistência e credibilidade.
O CDS de Alternativa Politica, com Políticas Alternativas.

1.
Paulo Portas repetiu, inúmeras vezes: “ o que eu teria feito”, mas não consegui dizer o que, afinal, teria feito se fosse Presidente do CDS;
2. Ninguém esqueça, que foi o Ex-Presidente do CDS, que entendeu, em Fevereiro de 2005, deixar de ser Presidente;
Não Enfrentou o Eng. Sócrates!
3. Ribeiro e Castro
é Eurodeputado – Bruxelas - mas esteve presente no terreno, contactou as estruturas locais, visitou as concelhias e distritais. Não o fez de forma virtual, foi presencial, “in loco”.
4. O Antigo presidente do CDS, não foi eurodeputado, não estava em Bruxelas, mas
não saía de Lisboa!
5. No seu tempo, o CDS cresceu em torno do Caldas, as estruturas locais só eram lembradas quando chegava o momento de gerir as listas para o Parlamento, quando era necessário encaixar alguém.
6. Fora do entorno do Caldas, todo o País, era o “Portugal Profundo”.
7. O Ex-Presidente do CDS, relembrou que os militantes estão saturados de “guerrilhas internas”; olvidou acrescentar o nome do "comandante" desse clima de desgaste interno;
8. Paulo Portas quer aproximar o Partido dos cidadãos, mas
não apresenta “agenda política”!!!
Quem irá passar este cheque em branco?
9. Ribeiro e Castro explicitou o partido que quer, Paulo Portas “navegou à deriva” sem dizer para onde quer que o CDS cresça, SE VIESSE a ser presidente;
10. Paulo Portas disse:“quero quem se oponha, quem faça oposição a José Sócrates”!
11. Então porque não ficou em 2005, como Presidente do CDS, que era, a fazer essa OPOSIÇÃO!

Será que não tinha percebido que quem esta no Governo, é o PS do Eng. Sócrates? Esse que ele não enfrentou naquela noite de Fevereiro de 2005 !
12. CHEGA DE DEMAGOGIA!
O agora candidato a líder do CDS, não explicou o que fez estes 2 anos como Deputado do CDS, em matéria de oposição ao Governo, porque em matéria de oposição interna, todos, militantes e Portugueses, a conhecem.

Dia 21 os militantes sabem em quem podem ACREDITAR.
Dia 21 os militantes sabem em quem
VOTAR!

Pelo CDS
EU ACREDITO, NOS ACREDITAMOS
em
JOSÉ RIBEIRO E CASTRO!

Maria Reina




Socialistas querem baixar o déficite, Direita quer Sistema Nacional de Saúde?

Tenho sido acusado de falar muito no Dr. Paulo Portas. É verdade, reconheço o bom fundamento da acusação. Por um lado, aprecio e sempre apreciei o lado «espectáculo» do Dr. Portas, acho-lhe graça. Estou consciente de que se trata de um político/comentador mediático, acutilante, que lança ideias, provocações e fórmulas e tem uma pose que passa bem.

O problema com Paulo Portas é a inconsistência, sempre foi. Portas acredita piamente no método, na forma. O conteúdo é que é um sarilho, porque muda conforme as circunstâncias, o tempo e o modo.

Agora, na sua nova versão «cameroniana» (quem não percebe, não vale a pena tentar), Paulo Portas descobriu três temas de modernidade – o ambiente, a ciência e a cultura. Acrescenta-lhe, pour faire bonne mesure, o sistema nacional de saúde. Explica: não podemos deixar à esquerda o monopólio do SNS.
Boa! Para combater a esquerda, apropriamo-nos dos temas da esquerda, no momento em que o Partido Socialista, para nos combater a nós – supomos – se apropriou dos nossos temas e o resto da esquerda o acusa disso mesmo...

Já agora podemos entrar no anti-americanismo militante, tipo Louçã, e a seguir vamos fazer concertos de protesto para a Reitoria da Universidade Clássica de Lisboa.

Quando é que entrámos no altermundismo e vamos acampar para Porto Alegre? Tinha a sua graça, José Sócrates em Davos, e nós em Porto Alegre, cabelo por lavar, barba por fazer, tee-shirt com um slogan anti-americano e shorts «ecolo» a clamar por um outro mundo. Até podia que lá encontrássemos “o” Portas, o Miguel..., todos de sandálias com tiras, claro!

Dito isto, eu situo-me mais do lado daqueles que entendem e sempre entenderam que a coisa que o sistema nacional de saúde mais precisa é de reforma, para poder servir melhor os seus destinatários. Não acho que “SNSim”, seja uma resposta adequada para aqueles que há décadas esperam anos por uma operação à coluna ou à anca, que morrem de problemas cardíacos porque não estavam no sítio certo na lista de espera, que esperam uma manhã inteira pela consulta marcada há seis meses, ou um ano. Sinceramente, acho e sempre achei que esse sistema não merece apoio, merece reforma profunda.

Aliás, só conheço dois tipos de pessoas que querem defender o SNS: aqueles que lucram com ele e aqueles que nunca lá puseram os pés. Normalmente coincidem.

Sobre cultura, havemos de ter outra conversa.
João Mota Campos

terça-feira, 17 de abril de 2007

Vitória de Portas significaria triplo erro!

"Um triplo erro. Um erro para ele, porque nestas "directas", ao contrário de Ribeiro e Castro, Portas não ganha, perdendo, e perde, ganhando.Um erro para o partido, porque os derrotados de 2005 não serão vencedores em 2009.
Um erro para o espaço à direita do PS, porque jamais Paulo Portas conseguirá seduzir o eleitorado potencial e de crescimento do CDS, que sempre hostilizou.
Se ganhasse, Portas conduziria o partido exactamente da mesma forma como o conduziu durante sete anos: perdendo votos, deputados - europeus e nacionais -, autarcas e eleitores.
Confesso-lhe que só ainda não percebi que revisão de valores apregoa Portas para o CDS. Ele, que tanto gosta de usar a expressão da "meridiana clareza"!"

Martim Borges de Freitas (em entrevista ao Público)

Eu acredito ...

Cada dia que passa, mais razões tenho para acreditar...
Rui Pedrosa de Moura

2009: Odisseia ao futuro

Publicado no Diário de Trás-os-Montes ( http://www.diariodetrasosmontes.com/index.php3 ), aqui vos deixo o meu artigo de opinião "2009: Odisseia ao futuro".

2009: Odisseia ao Futuro

O meu partido vive actualmente tempos conturbados. Esta crise, não fujamos da palavra, já se anunciava há muito tempo por tentativas de boicote e criação de polémica por parte de um sector do partido. O mesmo sector que neste momento é o rosto visível dos apoiantes de Paulo Portas. De um ex-líder que todos acompanhámos durante sete anos, esperava-se uma actitude de frontal crítica a comportamentos de não reconhecimento democrático ao líder e ao projecto que ganharam dois congressos. Além de tal crítica não ter existido, o Dr. Paulo Portas baseia-se nessas mesmas polémicas, fabricadas e mediáticas, para sustentar a necessidade da sua candidatura. O sentimento que me oferece esta situação, cujo protagonista é alguém que sempre admirei e aplaudi? DESILUSÃO! Nem mais, nem menos.

Sem esquecer o passado, que nos prova por “A+B” o porquê da actual situação, é necessário olhar para o futuro, o futuro que queremos de crescimento e reimplantação do CDS. Enquanto militante, sei que partido quero e, mais importante ainda, sei de que partido precisa Portugal!

Eu acredito num CDS forte e que esteja presente na sociedade portuguesa. Um CDS que não se veja como uma realidade à parte, mas como um instrumento ao serviço de Portugal. Um partido com estruturas por todo o país, com autarcas e com iniciativa dos órgãos nacionais e locais. Um partido em que os dirigentes não se lembrem só da região a que pertencem para conseguir algo à sua custa, mas que procurem conhecer as necessidades das populações e apresentem alternativas políticas consistentes. Um partido de todos e para todos.

A nível nacional, um partido credível tem que ter um líder que seja respeitado, ouvido e seguido. Um Presidente que os militantes admirem e que os portugueses identifiquem como sério, honesto e coerente. É necessario que haja uma equipa, cujo valor seja reconhecido. Uma equipa que não se limite ao trabalho de gabinete mas que também se desloque onde seja necessário. Um partido tem de ser muito mais que uma pessoa. Por mais valor pessoal, político e profissional que o líder tenha, deve ser pilar-mestre, nunca pretender que nele se esgote nele toda a substância.

Relembro Adelino Amaro da Costa, que não conheci mas aprendi a admirar. Penso em todos os valores que me fizeram filiar neste partido. É por eles que quero continuar a guiar-me. É com eles que sei que poderemos evoluir. Perder identidade é perder sentido de existência. O CDS tem de crescer em estruturas, militantes e votantes, mas é honrando a sua História que a poderá vingar no futuro.

Sou jovem, sou transmontana, sou mulher. Características que nunca me facilitaram ou dificultaram a minha intervenção política, mas que me ajudam a ver o quanto é necessário que a política cada vez mais se afaste da negra imagem que a população em geral tem. É necessário preterir o tachismo, a favor da meritocracia; escolher quem serve a política e não quem espera servir-se dela.

É este o partido em que acredito, o partido que os militantes desejam e que Portugal necessita. Vejo o trabalho que Ribeiro e Castro realizou ao longo destes dois anos e vejo nele as traves-mestras que levarão à concretização destes objectivos. Com calmia interna, sem guerras orquestradas por quem tem o seu lugar no partido mas não se coloca nele, o actual e futuro Presidente do CDS saberá certamente reunir o partido e continuar a concretizar o projecto que os militantes já por duas vezes sufragaram. Ribeiro e Castro é o lider que o CDS precisa para estar em condições de apresentar políticas alternativas para a alternativa política necessária ao jardim de rosas murchas que actualmente governa Portugal. É esta a Odisseia que temos à nossa frente. É esta a Odisseia que Ribeiro e Castro saberá guiar. EU ACREDITO!

Carta aberta aos militantes do CDS-PP Algarve

Pela Importância de que se reveste, aqui publicamos esta carta aberta:
"Carta Aberta aos militantes do CDS-PP Algarve (16/04/2007)
EU ACREDITO!

No mesmo dia em que, pela manhã, aceitara honradamente o convite para integrar os dois terços da lista para a Comissão Política Nacional que o Dr. Ribeiro e Castro iria anunciar nessa tarde, resumi mentalmente a leitura que faço – enquanto Presidente da Distrital – das principais preocupações e anseios dos militantes do CDS-PP Algarve para estas eleições directas e preparei duas questões para essa mesma noite.

Para essa noite em Lagoa, estava marcada uma sessão de esclarecimento dada pelo Dr. Paulo Portas que acolhera a sugestão e a disponibilidade que eu lhe havia demonstrado na 5ª feira Santa, havia mais de uma semana, para que viesse ao Algarve no decorrer da sua campanha para «Presidente Directo» do CDS-PP.

Não sendo seu apoiante, também não me pareceu natural que sendo o Dr. Paulo Portas um dos dois possíveis «Presidentes Directos» do CDS-PP dentro de uma semana, que o Presidente do partido no Algarve não o recebesse, como deve a qualquer dirigente nacional que aqui se desloque. Para mais, tanto a aceitação da sugestão por mim lançada, como o posterior convite pessoal do Dr. Paulo Portas para que eu estivesse presente reforçaram ainda mais esta convicção.

Mais do que apenas receber um candidato estava, munido com aquelas duas perguntas, decidido a cumprir o dever de um Presidente Distrital e tentar que os militantes do partido no Algarve saíssem daquela sessão com as respostas para as suas principais preocupações e anseios no que a estas eleições dizem respeito. Pura decepção!

Antes... Puras decepções já que, numa só iniciativa, senti-me duplamente defraudado: na forma e no conteúdo. Na forma porque não foram permitidas quaisquer perguntas, o que não permitiu o esclarecimento de qualquer questão sobre o debate que travamos presentemente. No conteúdo porque, no essencial, todos os aspectos relevantes para este debate que nos foi imposto, foram deliberadamente esquecidos e ignorados pelo Dr. Paulo Portas no seu discurso.

Centrando o discurso no Governo, no Partido Socialista e em José Sócrates, ignorando deliberadamente o CDS-PP, as suas questões internas, os seus anseios, as suas estruturas, os seus modelos de organização, a implantação, a formação política e doutrinária dos militantes, enfim, tudo o que ao CDS-PP enquanto força política diz respeito, o Dr. Paulo Portas demonstrou porque «sacou da cartola» a questão das directas: pretende uma passadeira – uma ponte aérea – que o leve directamente para a presidência do partido e para esse (necessário e urgente) combate ao Governo, não se maçando nem perdendo muito tempo com o próprio CDS-PP. Também por isso prefiro o Congresso e sempre me opus às directas. Num Congresso, esta fuga ao debate é mais difícil, senão mesmo impossível.

Não tenho grande dificuldade em admitir que Portas seja mais mediático que Castro. Nem que Portas incomodará mais a Sócrates que Castro. Com Portas o CDS-PP terá mais televisão, mais espectáculo, mais energia. Porventura terá também menos base, menos doutrina, menos segurança no futuro sem o mediatismo de um líder. Será um CDS refém da sua falta de implantação, estrutura e doutrina. Foi como ficámos e o que estava agora a ser alterado.

O que desejo, de viva alma, é um CDS-PP que se repense, em todos os pontos e aspectos da sua estrutura. Um CDS que se implante com quadros concelhios e distritais a quem uma Direcção Nacional saiba promover, em vez de impôr figuras nacionais da sua escolha a essas estruturas. Não só pelas estruturas do CDS-PP mas essencialmente porque os eleitores de cada Concelho ou Distrito não gostam de pára-quedistas políticos. Quero um CDS eficaz pela sua força própria, pela sua implantação, propostas e doutrina, independentemente do líder que possa ter. Quero libertar o refém, tornando-o suficiente e eficaz por si próprio, pelo seu valor enquanto instituição. Eu quero, o Algarve e Portugal precisam. – EU ACREDITO!

O que Portas personifica e propõe é um meio fácil e rápido de vitalizar o partido para incomodar o Governo, uma espécie de Via Verde política em contraponto ao que Castro tem vindo a fazer. Castro prefere uma sólida e segura construção basista, doutrinária e intelectualmente consistente. Castro personifica um CDS que, seja quem for o seu líder, terá sempre algo para oferecer ao eleitores e será uma forte âncora para o centro direita em Portugal. Até aqui duas opções já por si bastante diferentes.

Mas a questão que se me levanta é ainda mais profunda. Esta Via Verde, além de só propor resolver os problemas do CDS a curto prazo, não lhe dando garantias para o futuro, vai impreterivelmente esbarrar nas Legislativas de 2009. Não é de todo previsível que o PS vá perder essas eleições. Eu diria mesmo que, a continuar neste caminho, até 2009 o PS terá argumentos suficientes para renovar a maioria absoluta que já detém. E então? O que é que restará ao CDS, após esse falhanço? Começar de novo o que já tinha sido iniciado e que agora nos é proposto renunciar em troca de um caminho mais rápido, mais fácil? Temo que o CDS se torne demasiado parecido com o país, sem rumo a médio/longo prazo, vivendo de estratégias momentâneas e com navegação à vista.

A melhor oportunidade que se nos coloca é votar pela continuidade do projecto mais sólido, mais seguro, de maior confiança. Um projecto de futuro. Não o futuro apenas do amanhã, mas virado para uma continuidade segura no tempo. É essencial apoiar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Secretaria-Geral. Defender a continuidade do apoio e formação dos autarcas. Incentivar ainda mais a dinamização do Conselho Económico e Social/Gabinete de Estudos. Não dispensar a formação política e a promoção dos dirigentes locais que tem vindo a ser feita. – EU ACREDITO!

As duas perguntas que levava para essa noite em Lagoa versavam exactamente sobre os pontos que descrevi no parágrafo anterior e que creio serem essenciais à libertação e sobrevivência do CDS-PP a longo prazo:

Considerando a necessidade da continuação deste trabalho...

Como é que o Dr. Paulo Portas se propõe fazê-lo? E com quem?

EU ACREDITO E VOTO na capacidade de quem está a fazer.


Miguel Camelo
Presidente do CDS-PP Algarve"

O CDS tem um Presidente eleito em dois Congressos


um amigo africano dizia acerca de José Ribeiro e Castro:
"Os grandes rios conhecem-se pelo seu caudal".

Preocupações cada um tem as suas

Lido no ABC de Madrid:
"Zapatero augura un futuro optimista a la economía, que crecerá más del 3,5% este año
Y. GÓMEZ. MADRID.
José Luis Rodríguez Zapatero, en un acto celebrado en la Bolsa de Madrid ante los principales empresarios del país, miembros del Ejecutivo y medios de comunicación, presentó ayer el primer informe del presidente del Gobierno relativo a la situación de la economía española, de sus logros y de sus retos.
Aunque en varias ocasiones el presidente aseguró que no quería ser «excesivamente triunfalista ni complaciente», de su discurso se podría deducir todo lo contrario. De hecho, comenzó la intervención diciendo que la conclusión principal del informe se podría resumir en sólo una frase: «2006 ha sido el mejor año económico de la democracia». Por primera vez se han superado los veinte millones de personas ocupadas, el desempleo se ha colocado prácticamente en el promedio europeo, al situarse en el 8,3%, la tasa más baja de casi 30 años, la inflación se ha reducido significativamente, y el «consistente superávit presupuestario delas administraciones públicas y el elevado crecimiento de la inversión muestran, igualmente, el excelente comportamiento de nuestra economía en el año pasado».
A lo largo del último año, recordó el presidente, «España ha crecido más que cada uno de los países del G-7 y es hoy ya la octava potencia muncial con un PIB que supera el billón de eueros. Además en los tres últimos años hemos creado cerca del 40% del empleo en la Unión europea, más que Francia, Alemania, Italia y el Reino Unido juntos».
Paulo Portas, o candidato à liderança do CDS/PP declarou que ser oposição “não chega dizer mal, por dizer mal” é preciso ser “uma oposição alternativa”.
Neste contexto referiu que se for eleito líder do CDS/PP vai apresentar “uma equipa de Governo em 2009” e vai apresentar “linhas de orçamento alternativo”.
A elaboração de uma “agenda focada” que irá desenvolver visa, “falar ás pessoas dos problemas que as pessoas sentem” de forma a “aproximar a agenda do CDS daquilo que são as injustiças e expectativas do eleitorado”.
Salientou que existem “injustiças quanto ao Serviço Nacional de Saúde” do qual “a maioria dos portugueses dependem da sua eficácia” defendendo que é “obrigação melhorar a eficiência”.
Comentário:
Portugal é, segundo o "The Economist" o «homem doente da Europa», situação que deve em primeiro lugar ao deficit orçamental que é o mais alto da zona euro e ao seu crescimento económico anémico, que é o mais baixo da zona euro e da Europa.
duas formas de encarar isto: a primeira é com coragem, determinação e vontade de vencer a crise e seguir em frente. Implica políticas sérias, como as que propõe José Ribeiro e Castro, de baixar o total da despesa pública para 40% do PIB (neste momento, cerca de 50%), o que só se consegue redefinindo as funções do Estado.
A segunda é a proposta por Paulo Portas: "aproximar a agenda do CDS daquilo que são as injustiças e expectativas do eleitorado", ou seja, “falar às pessoas dos problemas que as pessoas sentem”. Quer isto dizer que vamos voltar à conversa das «velhinhas das pensões» e dos «antigos combatentes».
Paulo Portas ainda não percebeu porque é que levou uma coça monumental em Fevereiro de 2005.
João Mota Campos

O que quer ler a 31 de Dezembro de 2009?

Imagine-se no último dia do ano de 2009. Está sentado a ler o jornal, antes de sair para o reveillon, estando a ver a secção onde se passa o ano em revista. Chega à parte dos partidos políticos, ao nosso CDS.
Tem duas hipóteses de balanço. Uma se Ribeiro e Castro for líder do CDS, outra se for Paulo Portas. O futuro decide-se agora, dia 21 de Abril. Por que notícia opta? Aqui não há ajuda do público ou do telefonema... Apenas do voto nas eleições directas!

HIPOTESE A - O CDS foi o grande vitorioso, em termos partidários, neste ano de 2009. Nas autárquicas, aumentou o número de autarcas e presidências de Câmaras e Juntas de Freguesia. O CDS sente-se como uma força viva em todo o território português, como prova o aumento de votação nas Legislativas, que vinha em queda acentuada desde os últimos anos. Acompanhado por um grupo de dirigentes que Portugal conhece e reconhece, Ribeiro e Castro provou que a alternativa política de que sempre falou, apoiada em políticas alternativas, tinha a sua razão de ser. Depois de pacificado internamente em 2007 com a vitória de Ribeiro e Castro em directas, o CDS uniu-se e provou que o seu lugar não é na disputa dos últimos. Uma surpresa para muitos.

HIPOTESE B - O CDS passou novamente por tempos conturbados neste ano de 2009. Autárquicas mal preparadas, feitas “em cima do joelho” e sem partido estruturado em todo o por todo o país. Guerras entre quem sempre teve pactos de interesse, tudo em nome de figurar em lugar elegível nas listas para Deputados. Meia dúzia, os do velho ciclo que pensaram que Portugal acreditaria na sua reinvenção, lá passaram nos tempos de antena mas não foram além disso. A imagem ficou, o conteúdo nem se viu. O resultado? Desastroso. Mais uma vez, o CDS ficou sem líder depois de Paulo Portas, eleito em 2007, ter abandonado a liderança por considerar que os resultados não foram os esperados e que o seu ciclo tinha chegado ao fim. Todos sentimos o mesmo: déjà vu.
Ana Soares

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A quem comprava um carro em segunda mão?

"O que os militantes do CDS/PP vão ter que escolher, no próximo sábado, não é apenas entre duas pessoas. É entre duas atitudes qual dos concorrentes é mais forte e determinado para fazer frente a um primeiro-ministro que se apresenta como forte e determinado", disse Portas em Mirandela.
Esqueceu-se de uma coisa: CREDIBILIDADE. Duas pessoas, duas seriedades, duas determinações, uma boa, a outra má e sobretudo um problema de credibilidade.
João Mota Campos

Vamos a isso!


"Temos de vencer aquele que foi derrotado por Sócrates para a seguir vencermos Sócrates. Temos de vencer quem fugiu quando Sócrates ganhou"

Sem debates.

Visto na Rádio Renascença:
"Os principais protagonistas do CDS estão pouco habituados ao debate democrático. Para eles, a discussão de ideias é um “lavar de roupa suja” que deve ser evitado.
Depois de grande polémica, o CDS/PP está a caminho de eleições directas para escolher o líder do partido.
Todo o processo que conduziu a estas eleições foi tortuoso e lamentável, revelando que os principais protagonistas do partido estão pouco habituados ao debate democrático e até lidam mal com ele, considerando que a discussão de ideias é um “lavar de roupa suja” que deve ser evitado.
Por esta razão, o Dr. Paulo Portas recusou vir à Renascença debater com o seu adversário à liderança do partido, manifestando-se indisponível desde que anunciou a sua candidatura à liderança para marcar uma data para, como seria natural, debater as suas propostas com o adversário Ribeiro e Castro.
É pena que o CDS/PP não consiga dar com naturalidade o passo democrático que outros partidos portugueses já deram.
O país e o centro direita que o Dr. Paulo Portas tanto diz querer conquistar gostariam seguramente de ver e ouvir os dois candidatos à liderança do partido debaterem como dois democratas.
O debate é importante para a tomada de decisões, mas, pelos vistos, o CDS (1) ainda não aprendeu essa lição fundamental de democracia.
Raquel Abecasis "
(1) Peço perdão a Raquel Abecassis, mas quando escreve «CDS» quis dizer Paulo Portas.
João Mota Campos